Em É possível esquecer os críticos, que consideraram o mix comédia romântica e suspense uma história de erros, e curtir as locações da romântica cidade italiana como Brad Pitt e a filharada do casal (Maddox, 9 anos, Pax, 7, as meninas Zahara, 5, e Shiloh, 4, e os gêmeos, Knox e Vivienne, 2) fizeram durante as filmagens.
Na trama, Angelina é a misteriosa - e rica - Elise, que desfila figurino impecável e quase não tem diálogos na primeira metade do filme. Até o último momento não se sabe ao certo se ela é quem diz ser, se Johnny Depp é de fato o pacato matemático que a encontra por um acaso e se os dois vão acabar se apaixonando em meio a perseguições de mafiosos pelos canais da cidade.
Em entrevista a Contigo!, Jolie falou de sua aversão ao turismo de massas, do receio que tem de ao menos um de seus filhos se tornar um adolescente tão genioso quanto ela e da maravilhosa companhia que é Johnny Depp. Confira.
Sua personagem quase não fala, ela indica ao parceiro o que fazer. Você consegue se ver numa relação assim?
Ocasionalmente, pode ser interessante. Mas a pessoa tem de saber fazer tudo muito direitinho.
Como assim?
Creio ser possível para um homem ''ler'' a mulher, saber quando ela gostaria de ser pressionada a fazer o que ele quer.
Foi difícil atuar em um filme em que a ação tem ritmo menos intenso?
Foi muito difícil, pela minha natureza, que é mais ativa. A mulher contemporânea é assim, não? E quando o diretor me dizia para andar na rua calmamente, olhar para o céu, passar a sensação de que estava apenas aproveitando o dia, eu pensava: você é louco! Mas é parte da vida dessas mulheres mais ricas. A primeira cena do filme tivemos de refazer cinco vezes. Era a mesma coisa: ande mais devagar, Angelina (risos)! Meu mantra foi esse.
No entanto, o diretor diz que essa é a personagem que mais se parece com você na vida real.
Eu gosto dela. Acho que ele diz isso porque ela pode ser fria, mas é uma pessoa generosa. Ela não é uma mulher maliciosa, das trevas. Acho que é o que ele quis dizer, que as pessoas acreditam que eu seja um ser mais soturno do que de fato sou. Ele me viu no set de filmagem gargalhando, brincando com meus filhos. Essa é minha parcela parecida com minha mãe, quando fico leve, feminina. Ele captou bem isso.
Você teve tempo para aproveitar Veneza com Brad e os meninos?
Eles tiveram mais do que eu! Brad me deve essa. Temos esse plano de escolher a locação do filme que vamos fazer pensando no quanto o outro vai desfrutar do lugar, já que quando um trabalha o outro toma conta das crianças. Ele esteve dois meses em Veneza com as crianças. Passearam à beça nos museus, a gente tomava café da manhã sempre no mesmo lugar. Eles também descobriram um parque genial para jogar futebol e, às vezes, conseguíamos sair tarde da noite para jantar, somente mamãe e papai (risos).
E você agora?
Parece que vou para Oakland, do outro lado de São Francisco. Nada contra, mas não é o mesmo.
Como é sua rotina quando nem você nem Brad estão filmando?
Noventa por cento do tempo nós passamos em casa, curtindo as crianças. E meus filhos me acham essa pessoa estranhíssima.
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